domingo, 19 de fevereiro de 2012

O tempo querido nosso de todo dia.

Eu vejo o mundo de outras cores agora: o céu fechado nublado de única cor, vejo a vizinha fechando as portas de chuvisco, com o mesmo gostar de admirar as gotas caindo no chão. Eu, talvez, quando disse que queria chuva, quisesse para tomar aquele banho inocente de fantasias molhadas... E você, contudo, não saberia dizer qual sonho molhado desejaria ter depois de um frio. Sinto a falta dos braços, dos olhares quentes, do inverno de compromisso, de uma árvore, você eu e a chuva, que também deveria ter nossos sonhos.

Eu clico e guardo com o olhar, as cores fechadas não são suficientes para descrever os momentos, mas o que tenho no tempo desejado. Embora eu seja seduzida por uma ocasião... Não posso apenas querer tomar banho de tempo fechado e piscar e clicar. Acho amor em tudo, até mesmo naquelas moradas de andorinhas sem tempo fechado, de uma delicadeza natural.

Mas vamos acreditar que um dia eu poderei parar o tempo, congelar o momento, clicar pra você e assegurar pra nós o retrato de espera de tempo fechado. Eu ainda serei aquela moça dos pequenos detalhes guardados na sua memória e perdida entre os cliques de espera de você.

Ah! Só um detalhe, acredite em você e no tempo vindouro!

...

O tempo continua nublado, esperado... Abro a janela, vejo o tempo fechado, vejo sua demora, a vizinha de porta trancada, as andorinhas na casinha de amor, a água que corre sem destino... Meus segredos são seus agora.

Só quero uma coisa desse tempo fechado nublado de espera de você: que meus cliques não sejam em vão, que o filme de nossa memória possa ser revelado entre os corações, que minhas inquietudes das tardes de frio sejam aquecidas entre lençóis um papo e um amor.

... Perdoa se estou te ligando nesse momento, sinto sua falta de novo, sei que você me queria perto pra te aquecer, mas o tempo não deixou sair de casa... Cliquei o mundo e esqueci-me do nosso amor, esqueci que o tempo tinha passado, e o vento começava a soprar sua chegada...

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Vivo te esperando, pena que chove tanto!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Carta.


Limoeiro do Norte, 22 de outubro de 2011.

Querido Francimar, meu vulgo Mazinho,

escrevo “meu” porque – você até sabe – adoro sua pessoa e muito temos amigavelmente namorado entre Facebook. Não se esqueça do adoro!

Estou em casa tentando escrever essa humilde carta, de onde te enviarei em breve pelos correios com todo meu amor amigo (de risos soltos e carinho). Acho que ganhará uma surpresa também.

Ando meio chateada, sabe? Tenho vivido um pouco no mundo do “eu” – um modo de me proteger contra as tempestades entre pessoas que sorrir sem sorrir! Ah! É tudo um saco (gostou?). Tenho levemente surtado dentro do meu mundo, levado choques chatos... Oh, meu Deus! Espero não mudar entre os amigos e ser eu nesse e no outro mundo.

Entre os desencontros entre “amigos” tenho encontrado alguns outros tão românticos que realmente me fazem acreditar na humidade, melhor que isso: saber que tenho amigos! Vou acabar me declarando: Te-gosto-muito!!! Bom, meu ser pensa.

Ô meu Mazinho amigo, vamos ser humilde! Mas esse seu jeito excêntrico de bem-me-quer-mal-me-quer nos deixa encantados em risos. As pessoas precisam saber que existem seres que não pertencem a esse momento de mundo, que precisam ser lidos na pós-contemporaneidade, acho que você é uma.

Por nada, “amigo são pra essas coisas”! (risos). Dizer o que não se quer dizer por que quer dizer por que na verdade já disse! É mais ou menos assim. E divido com você esse meu bom humor do bem e do mal, por ventura. Mas deixo as coisas claras: devemos ser nós mesmos nos instantes de intervalo entre os altos e baixos, tudo bem?

Sabe praticamente meia-noite, uma lua de luau cearense. Escrevo coisas assim difusas. Mazinho, o amor entre os homens do nosso século é ridículo! Eu não tenho anticorpos para tais defesas tão desgastantes. Bom, tenho tentado sorrir mais, gargalhar se preciso mesmo baixinho com lua. Não gosto dessa solidão de falta de sorrisos e abraços é muita humilhação! Ando conquistando alguns braços felizes de bel-prazer de laços. Acho que estou ficando velha, na verdade sou velha demais para essa solidão.

Queria te recitar versos, aqueles tais versos entre amigos. Precisamos – eu você nós e o mundo de todos nós – criar o hábito de apreciar as pessoas e dizer que são importantes. O eu te amo, não só entre amores de coxas, pode ser declamado entre amigos de braços. São tempos estranhos os nossos. Tudo é muito meio tristemente ridicularizado banalizado, cuspido jogado!

Deve ser a carta mais chata que já leu. É o mal do nosso século, nada presta! Bom, meu te amo amigo... é! Sou um tanto louca por pequenos detalhes tolos que fazem o mundo viver respirando, ainda bons momentos. E quando o mundo fica feio, compro chocolate, coloco aquela música fina não tão clássica e nem tão metal, mas alimenta esse meu outro lado. Não chega a ser brega...

Tenho vivido muito tensa e intensa entre as amizades terrestres, isso é muito poderoso gostoso saboroso. Tenho tentado me acostumar com o “tudo bem” sem está bem. Digo que tenho me divertido também. Não sei viver em mentiras e muito menos alimentá-las. Estou dosando as omissões.

São essas coisas de eu te amo amizade que temos que nos findar falando, meu Mazinho – amizade de compartilhamento entende? Ah! Vamos nos marcas em viagens, cinemas, literaturas, músicas... tudo que alimenta a vida e nos move. Nos gastar entre os sorrisos e abraços de exaustiva amizade. Um dia cruzaremos no acaso entre sonhos futuros, espero!

Continuo a ler nossa influência: Caio Fernando Abreu. E quero seu livro emprestado, viu? (risos). Ah! Desculpas qualquer coisa nestes instantes perdidos escritos. Estou lendo coisas que me façam sentir...

Abraço e carinho em seu ser de tempo futuro. Uma graça poder lhe escrever. Depois nos agarramos amigo! Se cuida!

Com ternura de prosas entre rede de compartilhamento,

Lailsa Li.

PS: Vou ali enfrentar a fila dos correios de olhares...