sábado, 8 de setembro de 2012

Um ser forte



Achava-me numa tarde mansa sentada na cadeira e com vento, contemplando as nuvens e a pobreza de imaginação, a meditar, enquanto encarava o voo das borboletas, livres, sobre o estranho movimento de existência e devaneios que habitava diante de mim, quando senti o toque humano... Virei-me e deparei-me com um ser sem presença. Não nos falamos. Passaram-se alguns instantes, de modo que me enchi de medo daquele encontro indesejado. As mãos suaram cordialmente. Seríamos amigos? Gostei dele pelo perfume, imensamente. Era tão sensível seu tocar, tão comunicativo ao olhar do vento, tão simples em movimento. Compreendo que somos sujeitos de mundos, se não falasse a verdade entenderia, mas acho que, na realidade, gostava da minha fraqueza na certeza de alguma coisa. Mudei, por isso. Comecei a ficar inquieto perturbado... Senti aquele mundo moderno, pois o vento, o toque, o perfume voava com aquela borboleta, me fazendo acreditar na dúvida e perguntar se ainda é possível. A fortaleza está na busca das respostas.

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