segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Sonhos meus, sonhos nossos, sonhos...








Que venham aqueles nocivos, ainda meio indecisos, mas vestidos de dores e alegrias. Que venham como a calmaria da espera, como quiserem, despidos de tristezas, mas que sejam delicados de urgências. Que venham sonhos doces, inocentes, cheios de inexistência. Componham meu vazio, as frases ainda por dizerem, as musicas ainda em falta... Que venham soltos de graça, livre de raça, eufóricos de sedução e desprazer, sem apego ao meu eu ao nosso ser, à paisagem que ilumina sem se perder. Que venham vivos, inteiros, sem perdas dos já mortos que foram sonhados antes mesmo de se permitirem ser.
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Enterro aqueles que ainda não sonhei...  

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